A doação de órgãos é um ato por meio do qual podem ser retirados órgãos e tecidos de uma pessoa viva ou falecida (doadores) para serem utilizados no tratamento de outras pessoas (receptores), com a finalidade de reestabelecer as funções de um órgão ou tecido doente.

O indivíduo que esteja necessitando do órgão ou tecido o receberá por meio de um transplante. O transplante é um procedimento cirúrgico em que um órgão ou tecido presente na pessoa doente (receptor), é substituído por outro sadio proveniente de um doador.
De um doador é possível obter vários órgãos e tecidos para a realização do transplante. Podem ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com doações provenientes de uma única pessoa.
Na maioria das vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam da doação. Todos os anos, milhares de vidas são salvas por meio desse gesto.
O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes, atrás apenas do Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021 foram realizados cerca de 23,5 mil procedimentos.
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT), cuja função de instrumento central é exercida pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento do processo de doação e transplantes realizados no país, com o objetivo de desenvolver o processo de doação, captação e distribuição de órgãos, tecidos e partes retiradas do corpo humano para fins terapêuticos.
Para atingir esse objetivo, a CGSNT realiza ações de gestão política, promoção da doação, logística, autorização e renovação das equipes e hospitais para a realização de transplantes. Além, de definir o financiamento e elaboração de portarias que regulamentam todo o processo, desde a captação de órgãos até o acompanhamento dos pacientes transplantados.
A atuação da CGSNT tem empenhado esforços, sobretudo, na formulação de estratégias que visem ao aumento da oferta de órgãos e tecidos para transplantes e consequentemente na redução do tempo de espera dos pacientes em lista, melhorando a qualidade de vida e, em muitos casos, salvando vidas.
O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo financiamento de cerca de 88% dos transplantes no país. Apesar do grande volume de procedimentos de transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão ainda é grande.
Para vencer a desproporção entre o número de pacientes na lista e o número de transplantes realizados, é importante identificar e notificar os óbitos, principalmente os de morte encefálica, preparar os profissionais de saúde e conscientizar a população sobre o processo de doação e transplante, fazendo com que estes últimos autorizem a doação, no caso da morte de entes queridos.
A doação é um ato muito importante, pois pode salvar vidas.

IMPORTANTE: Se conscientize, verifique a legislação e converse com sua família! Seja um doador!
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt


